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Em 1557, nasceu e cresceu à margem do Rio Traripe, nas proximidades do
mar, a povoação de Santo Amaro. Aí viveram os colonizadores, por vários anos,
construindo suas habitações, seus estabelecimentos, sua capela e tirando do rio
e do mar peixes e crustáceos para sua subsistência.
Antes de firmarem o seu domínio na região, tiveram os colonizadores
lusos de travar sucessivas e renhidas guerrilhas com os primitivos habitantes
das margens dos rios Sergi-Mirim e Subaé- os tupinambá- que, no entanto, vieram
mais tarde prestar inestimáveis serviços aos colonos.
A cidade de Santo Amaro - ou Santo Amaro da Purificação – está
localizada na região do Recôncavo Baiano, cercada por grandes belezas naturais.
Imponentes edificações antigas estão preservadas. São 75 prédios de valor
histórico e arquitetônico distribuídos por 27 ruas no centro histórico, situado
entre as praças da Purificação e do Rosário. A Igreja Matriz de Nossa Senhora
da Purificação (atual Igreja Matriz de Santo Amaro) foi tombada pelo 1941, data
dos primeiros tombamentos realizados no município.
Os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região por volta de
1557, entre eles o major João Ferreira de Araújo e membros da família Dias
Adorno. Anos mais tarde, os jesuítas do Colégio de Santo Antão de Lisboa se
fixaram à margem do rio Traripe e fundaram uma capela, sob a invocação de Nossa
Senhora do Rosário. Ao redor da capela e nas terras vizinhas cresceu o povoado.
No século XVII, intensificou-se a colonização, com a criação de
sesmarias (lotes de terra que a Coroa Portuguesa cedia a um
sesmeiro/agricultor). A região se transformou em uma grande produtora de
cana-de-açúcar, fumo e mandioca, com o surgimento de engenhos e casas de
farinha.No princípio do século XVIII, o Marquês de Angeja (D. Pedro António de
Noronha de Albuquerque), em visita ao Recôncavo Baiano, planejou a fundação da
vila, que começou a ser construída em 1727, na confluência dos rios Serjimirim
e Subaé. Neste mesmo ano, elevada à categoria de vila, recebeu o nome de Nossa
Senhora da Purificação e Santo Amaro.
A economia do município esteve vinculada – entre o século século XVI e
primeiras décadas do século XX - à cultura da cana-de-açúcar: em 1757 existiam
61 engenhos funcionando na região. No século XIX, duas vias terrestres que
interligavam o Brasil: do Maranhão (atravessando os sertões) e de Minas Gerais
tinham a cidade como entroncamento, e possibilitou que funcionasse como um
importante entreposto comercial e principal porto açucareiro do Recôncavo.
Além a importância econômica, oriunda dos engenhos de cana-de-açúcar, a
população local e seus governantes participaram ativamente da vida política do
país como a Revolução dos Alfaiates e Sabinada, a Guerra do Paraguai e da
Independência do Brasil, em 1822, organizando batalhões, fornecendo soldados e
suprimentos. Em 1837, a vila foi elevada à categoria de cidade com o nome Leal
Cidade de Santo Amaro.
A navegação a vapor regular, entre Santo Amaro e Salvador, começou a ser
feita em 1847. O aumento das viagens e do fluxo de visitantes trouxe, também,
uma epidemia de cólera que dizimou mais de metade de sua população, em 1855. No
século XX, novas culturas, como dendê, cacau e bambu foram implantadas. Houve a
instalação de indústrias metalúrgicas, açucareiras, papeleiras e de óleos
vegetais, entretanto essas atividades industrias não se consolidaram.
Atualmente, uma das principais atividades econômicas do município é o turismo.

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