quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Santo Amaro da Purificação e sua importância histórica

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Em 1557, nasceu e cresceu à margem do Rio Traripe, nas proximidades do mar, a povoação de Santo Amaro. Aí viveram os colonizadores, por vários anos, construindo suas habitações, seus estabelecimentos, sua capela e tirando do rio e do mar peixes e crustáceos para sua subsistência.

Antes de firmarem o seu domínio na região, tiveram os colonizadores lusos de travar sucessivas e renhidas guerrilhas com os primitivos habitantes das margens dos rios Sergi-Mirim e Subaé- os tupinambá- que, no entanto, vieram mais tarde prestar inestimáveis serviços aos colonos.

A cidade de Santo Amaro - ou Santo Amaro da Purificação – está localizada na região do Recôncavo Baiano, cercada por grandes belezas naturais. Imponentes edificações antigas estão preservadas.  São 75 prédios de valor histórico e arquitetônico distribuídos por 27 ruas no centro histórico, situado entre as praças da Purificação e do Rosário. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação (atual Igreja Matriz de Santo Amaro) foi tombada pelo 1941, data dos primeiros tombamentos realizados no município.
   
Os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região por volta de 1557, entre eles o major João Ferreira de Araújo e membros da família Dias Adorno. Anos mais tarde, os jesuítas do Colégio de Santo Antão de Lisboa se fixaram à margem do rio Traripe e fundaram uma capela, sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário. Ao redor da capela e nas terras vizinhas cresceu o povoado.
No século XVII, intensificou-se a colonização, com a criação de sesmarias (lotes de terra que a Coroa Portuguesa cedia a um sesmeiro/agricultor). A região se transformou em uma grande produtora de cana-de-açúcar, fumo e mandioca, com o surgimento de engenhos e casas de farinha.No princípio do século XVIII, o Marquês de Angeja (D. Pedro António de Noronha de Albuquerque), em visita ao Recôncavo Baiano, planejou a fundação da vila, que começou a ser construída em 1727, na confluência dos rios Serjimirim e Subaé. Neste mesmo ano, elevada à categoria de vila, recebeu o nome de Nossa Senhora da Purificação e Santo Amaro.
A economia do município esteve vinculada – entre o século século XVI e primeiras décadas do século XX - à cultura da cana-de-açúcar: em 1757 existiam 61 engenhos funcionando na região. No século XIX, duas vias terrestres que interligavam o Brasil: do Maranhão (atravessando os sertões) e de Minas Gerais tinham a cidade como entroncamento, e possibilitou que funcionasse como um importante entreposto comercial e principal porto açucareiro do Recôncavo.

Além a importância econômica, oriunda dos engenhos de cana-de-açúcar, a população local e seus governantes participaram ativamente da vida política do país como a Revolução dos Alfaiates e Sabinada, a Guerra do Paraguai e da Independência do Brasil, em 1822, organizando batalhões, fornecendo soldados e suprimentos. Em 1837, a vila foi elevada à categoria de cidade com o nome Leal Cidade de Santo Amaro.



A navegação a vapor regular, entre Santo Amaro e Salvador, começou a ser feita em 1847. O aumento das viagens e do fluxo de visitantes trouxe, também, uma epidemia de cólera que dizimou mais de metade de sua população, em 1855. No século XX, novas culturas, como dendê, cacau e bambu foram implantadas. Houve a instalação de indústrias metalúrgicas, açucareiras, papeleiras e de óleos vegetais, entretanto essas atividades industrias não se consolidaram. Atualmente, uma das principais atividades econômicas do município é o turismo.

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