quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Salvador e sua importância para o mundo

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A região que abriga a Cidade do Salvador da Bahia era habitada pelos tupinambás, no século 15.
Em 1501, os portugueses instalaram seu padrão de posse no dia de Todos os Santos e batizaram, com esse nome, a grande baía em volta.
Em torno de 1510, Caramuru, sobrevivente de um naufrágio, uniu-se aos índios em um povoado que viria a ser um porto estratégico para os navios de passagem, franceses e portugueses.
Em 1534, a capitania da Bahia de Todos os Santos foi doada a Pereira Coutinho, que se estabeleceu em um povoado que incluía a Ponta do Padrão, atual Barra. 
Em 1548, após a morte de Pereira Coutinho, Dom João III, rei de Portugal, nomeou Thomé de Souza Governador do Brasil e o incumbiu colonização efetiva da América Lusitana. Thomé de Souza desembarcou no Porto da Barra, em 29 de março de 1549, e construiu a Cidade do Salvador, de acordo com o projeto de Luís Dias, para ser a Cabeça do Brasil.

Salvador tornou-se um porto de apoio às navegações para o Oriente e também porto exportador de açúcar, já que a cana-de-açúcar era cultivada no Recôncavo Baiano e na Zona da Mata do Nordeste. A exploração do ouro e das pedras preciosas, a partir do século XVIII, e a necessidade de escoamento e fiscalização da extração, levaram à transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763.


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Carreira da Índia foi o nome dado ao sistema de frotas responsável pelas navegações anuais que tiveram lugar entre Portugal e a Ásia pela Rota do Cabo durante o século XVI, XVII e XVIII.   Após a famosa viagem de exploração de Vasco da Gama em 1497-1499, os portugueses deram rapidamente início a uma ligação marítima regular com a Índia. 

A função da cidade do Salvador como importante praça portuária data desde os tempos coloniais, sendo comumente denominada, por décadas, como “a cidade porto”, “cidade voltada para o mar” e “importante porto exportador/importador”. Tal era a sua importância que, durante todo o período colonial até a metade do Segundo Império, o porto de Salvador era considerado como o principal ponto de distribuição de todo o Atlântico Sul. Essa atribuição denotava toda importância que o porto e a cidade desempenharam no desenvolvimento da economia e da sociedade local ao longo da história. Além disto, um fato inegável era que o mesmo seria o principal responsável pela integração da região no âmbito das atividades mercantis e industriais do sistema capitalista mundial. 

As condições geográficas favoráveis que as embarcações encontravam ao atracarem na Baía de Todos os Santos possibilitaram à administração portuguesa instalar, em 1571, um importante Arsenal da Marinha. Esse fato contribuiu para que a cidade se tornasse um importante ponto de reparo e construção de embarcações. Logo, essas atividades proporcionaram à coroa portuguesa bons lucros, o qual colocaria o porto-cidade como ponto de escala estratégica para o abastecimento e conserto das embarcações portuguesas/estrangeiras e, em consequência, o destaque do porto na circulação comercial no âmbito geral da economia agroexportadora brasileira.

A dupla funcionalidade (porto de escala para reparos e de circulação comercial) que o ancoradouro acessível com correntes oceânicas favoráveis (porto natural) possuía, associado à proximidade com a Europa e com os entrepostos comerciais da África Ocidental portuguesa, tornara-o estratégico para o desenvolvimento do intenso comércio entre os três continentes. Acerca desse intenso intercâmbio observa-se que, durante os séculos XVI, XVII e XVIII, 253 navios da Carreira da Índia, que recobriam o extenso percurso Portugal – Salvador – Portugal e o continente africano – Salvador, escalaram em Salvador. Destes, 78% atracaram no intuito de receberem socorro e/ou por motivos de estadia, enquanto 22% por razões comercias. Muitos outros navios de origem estrangeira atracaram por aqui, alegando a necessidade de abastecimento e avarias, todavia, eram atraídos pela possibilidade de rápido enriquecimento por meio do comércio ilegal estimulado pelo contrabando de ouro e outras riquezas nacionais (ROSADO, 1983).

2 comentários:

  1. As vezes moramos anos numa cidade, e o máximo que sabemos dela é o mínimo diante dos relatos aqui encontrados. Parabéns Fernanda

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  2. Obrigada Simone, realmente Salvador é linda e rica. Saber da sua origem e importância me faz cada vez mais admirá-la.

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